O desespero voltou

o dia da pior crise, os sintomas voltaram, síndrome do pânico, eu tive síndrome do pânico

Foto: Thayse Lopes

Como falei no post anterior, após anos os sintomas da Síndrome do Pânico voltaram, precisamente dia 7 de abril de 2015 (terça-feira). De repente as mãos começaram a suar, o corpo foi desfalecendo, o coração acelerar e tudo isso dentro do metrô de São Paulo em plena 8 e pouca da manhã, horário caótico do transporte público.

Na hora que tudo isso aconteceu , eu estava sozinha e indo como de costume para o trabalho. Desci na estação que costumo descer e sentei no chão. Respirei mas quem conhece a estação Consolação de SP, em horário de pico, sabe o quanto é cheia. Estava em desespero, pedi ajuda aos seguranças e subi pra sala onde eles costumam ajudar pessoas que se sentem mal. A primeira pergunta “você comeu?”, “ahh deve ser porque o metrô tá cheio e sufocante”. Só que nós que sofremos disso, sabemos que não se trata disso. Sabemos que podia ser em qualquer lugar, os sintomas aparecem do nada e por mais que comecemos a mentalizar “não é nada, não é nada, não vai acontecer nada”, parece que a mente não obedece e o caos se instaura e o controle é perdido.

Sentei numa cadeira, bebi água e tentei ir trabalhar. Fui, ufa consegui! Na hora de voltar, voltei com um colega de trabalho até metade do caminho e ok, foi tudo bem voltar pra casa. Achei que era algo passageiro, fiquei aliviada. Mas não foi o que aconteceu, infelizmente.

No dia seguinte acordei bem, nem lembrei que tinha passado mal no dia anterior. Fui pro metrô como de costume mas eles voltaram e dessa vez, pensei “vou morrer aqui dentro”. Desci mais uma vez na estação Consolação e sentei no chão, uma rapaz veio e disse “calma, vou chamar os seguranças”. As perguntas vieram “vc comeu? Pressão caiu?”. Parei e disse “moço, estou tendo um ataque de pânico”, afinal eu já conhecia os sintomas. Nessa hora vi como as pessoas não estão preparadas para lidar com isso, elas sabem cada vez menos sobre esse mal e a resposta foi “deve ser porque você não comeu”.

Liguei pra um amigo que foi me buscar e aí consegui ir trabalhar. Opa, venci mais um dia! Os dias seguintes, foram acompanhados pelo meu namorado. Ele me acompanhou e mesmo assim passei mal, achei que fosse morrer.

Como começou com vocês? O que faziam na hora das crises?


Publicado em: 11 de junho de 2015

2 Comentários


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  2. ISAURA RIBEIRO PIRES disse:

    Bom dia,obrigada por dividir suas experiência conosco,todos nós sentimos as mesmas coisas,tudo que escreve parece que foi eu que escrevi,mas a dica de respirar é muito boa pra se acalmar nessas horas de terror,quando demora um pouquinho tomo um calmante e volto ao normal,mas não desejo isso nem para um inimigo.GRATIDÃO SEMPRE.


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