Voltei a fazer terapia

voltei a fazer terapia

Dei um tempo e fiquei sem escrever. Era muita coisa para absorver nesse começo de ano, decidi ficar caladinha. +

Desde outubro, não tenho feito terapia com a frequência que era antes. Minha psicóloga ganhou bebê e eu quis espera-la voltar da licença maternidade. Recomeçar todo o processo com outro profissional não me pareceu muito inteligente e assim fiz, esperei. Durante todo esse tempo (outubro a março), fiquei confusa em muitas coisas. Achei que iria pirar, voltei ao psiquiatra, voltei aos remédios, a depressão começou a reinar em mim, porém permaneci sem crises de pânico.

Por muitos e muitos dias achei que minha vida só andaria se eu tivesse fazendo terapia. Em alguns momentos, desesperei e me isolei. É incrível como a depressão é uma doença silenciosa. Por vezes achei que estava tudo bem, mas quando me olhava mesmo, via minha menstruação desregulada, dores em todo corpo, uma tristeza descomunal, uma dor na alma com a sensação de morte que chegava a sufocar. Foram dias oscilantes em questão de humor e saúde. No entanto, mesmo com vários sintomas como esse, eu fui me apegando a várias coisas conversadas com minha terapeuta. Quando a sensação de incapacidade vinha, eu tratava de pensar em outras coisas para anular isso. Algumas vezes funcionava, outras não.

É incrível como nosso cérebro absorve algumas coisas e só reaviva isso no momento de necessidade. Eu mesma não sabia que poderia dar conta sozinha, já que não me sinto segura em algumas situações. Porém, percebi que quase dois anos de análise semanal deram frutos e eu consegui ficar quase seis meses sem a ajuda da minha psicóloga. Consegui andar com minhas próprias pernas e mesmo quando tudo pareceu que iria desabar, lembrei de gatilhos que precisavam ser acionados para que eu pudesse prosseguir.

Sobrevivi ao período da licença maternidade da minha terapeuta, mas retornei semana passada às sessões. Foi difícil! Nem soube muito o que falar, me confundi em muitas coisas. Sei que meus encontros com ela vão ficar mais raros daqui pra frente, mas quero aproveitar ao máximo enquanto durar. Meus conflitos internos estão mais “fáceis” de lidar, na medida do que é possível. A verdade é que me sinto cada dia mais segura comigo mesma e esses período sozinha me fez ver como aprendi coisas, como me tornei melhor após a terapia.

E vocês, como estão?


Publicado em: 14 de março de 2017

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